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20 de Maio de 2012
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Mulheres da ASA Minas participam de encontro

Publicada em 14/11 09h50

 

Trabalhadoras rurais, lavradoras, sindicalistas, donas de casa, sertanejas, geraizeiras, catingueiras, estudantes, mulheres do campo e das cidades do Semiárido mineiro realizaram um encontro nos dias 28 e 29 de setembro, no município de Minas Novas, em Minas Gerais.

 

Estiveram presentes cerca de 50 mulheres de 22 municípios do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, que se reuniram para dar continuidade ao processo de fortalecimento da discussão de gênero da Articulação no Semi-árido Brasileiro (ASA). O encontro foi um importante momento de organização e fortalecimento para os Grupos de Trabalho (GTs) de Gênero do estado.

 

Para a agricultora Maria Madalena Oliveira Leite, a Dona Nenzinha, cada encontro é uma riqueza e uma experiência de vida a mais. “é importante para a valorização da mulher como um todo. Não só da mulher rural, mas também da mulher urbana, que tem uma luta muito grande”, complementa Maria Madalena.

 

O tema principal do encontro foi o combate à violência contra a mulher e as formas jurídicas de proteção. As participantes também realizaram uma visita de intercâmbio à experiência do Grupo de Mulheres Artesãs da Comunidade Campo Alegre, município de Turmalina.

 

Violência contra a mulher

 

No encontro, foram discutidas questões como a Lei Maria da Penha e as medidas necessárias para que ela seja cumprida. Um promotor da justiça e uma assistente social do município contribuíram no debate sobre a violência contra a mulher.

 

Para Valquíria Lima, integrante do GT de Gênero da ASA, este foi um importante momento de maturidade no debate sobre a violência contra a mulher. Ela lembra que desde 2008, muito se investiu na formação deste tema. “A cada momento que reunimos com as mulheres, seja no Norte de Minas ou no Vale do Jequitinhonha, percebemos que esse é um tema prioritário em suas vidas, pois está no dia a dia das mulheres das comunidades e das organizações”, afirma.

 

Durante o painel, foram apresentados os cinco tipos de violência contra a mulher: física, moral, psicológica, patrimonial e sexual. O debate e os depoimentos das participantes foram motivação para a construção da “Carta do II Encontro das Mulheres da ASA Minas Gerais”, denunciando as explorações e o desrespeito às mulheres e reivindicando o cumprimento das leis. Valquíria completa dizendo que houve maturidade na reflexão ao perceberem as diversas formas de violência. “As mulheres começam a perceber em que isto afeta suas vidas”, acredita.

 

Visita de intercâmbio

 

As participantes do Encontro visitaram o Grupo de Mulheres Artesãs da Comunidade Campo Alegre que trabalho artesanato com o barro. Durante a visita, puderam trocar experiências e conhecer os artesanatos.

 

A Comunidade Campo Alegre vive encurralada pela monocultura de eucalipto, que afeta toda a região. Segundo as artesãs, elas encontraram no artesanato, que antes era feito nas horas vagas para uso doméstico, o sustento para suas famílias.

 

A visita evidenciou como as mulheres buscam suas formas de sobrevivência “Percebemos a situação que as mulheres se deparam todos os dias no semiárido e, mesmo assim, elas criam mecanismos de resistência, de busca de autonomia e de melhoria de suas vidas”, lembra Valquíria Lima.

 

Articulação das mulheres

 

Para as integrantes do GT de Gênero, o encontro foi um momento de rearticulação, planejamento de atuação e das comemorações dos 10 anos da ASA Minas. Meire Reis explica que a expectativa é que o grupo consiga se organizar melhor com as mulheres de outras microrregiões e, com isso, consiga fazer um trabalho melhor.

 

Já Glaucinélia Pereira de Souza, construtora de cisterna no Vale do Jequitinhonha, afirma que a partir do encontro passou a ver o GT com outros olhos. “De início a gente pensa que a ASA é só água e agora estou percebendo que abrange outras coisas. Entre essas outras coisas, estamos incluídas nós, mulheres”, explica.

 

Ao final do encontro, a Carta do II Encontro das Mulheres da ASA Minas Gerais foi apresentada e aclamada pelas participantes, que fizeram o compromisso de levar as informações e a conscientização ao maior número de mulheres.

 

Por:

Lívia Bacelete, Tania Pulier e Helen Borborema - comunicadoras populares da ASA

UGTs/MG Cáritas Regional, Cáritas de Araçuaí e Sindicato Trab. Rurais de Porteirinha

07/10/2009



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CPNJ nº 11.111.111/0001-11